ATO de 18/06

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Cerca de cinco mil manifestantes ocuparam o vão livre do MASP e caminharam até o a faculdade de direito da USP em protesto a invasão da cidade universitária pela polícia militar.

Em um momento de intenso debate entre a opinião pública, e uma forte queda de braço entre reitoria da USP e o movimento de greve,um ato dessas proporções ,resulta em grande vitória simbólica.

Se no começo da semana a reitora lançou nota onde quase todos os diretores de faculdades da USP apoiavam sua permanência no poder, hoje quando parte significativa dos estudantes, funcionários e professores saíram as ruas, ficou claro que uma parcela importante da comunidade universitária não encara mais Suely Vilela como um reitora,ou mesmo interlocutora possível.carrega  grande valor simbólico.Encastelado lá está João Grandino Rodas, diretor da faculdade, propositor da ordem do CO que legitima a invasão da polícia no campus universitário e forte candidato a reitor nas eleições desse ano.Não só isso, foi o próprio Rodas que em 2007 abriu procedente de intervenção policial na universidade, quando ordenou que a tropa de choque expulsasse estudantes e movimentos sociais que faziam uma ocupação política e cultural na Faculdade do largo de São Francisco.Desde então Rodas tem se apresentado como braço forte do conservadorismo dentro da USP e alçado rapidamente lugares de prestigio entre a elite paulistana.

Por essas e outras que o principal debate mantido hoje durante o ato foi centrado na questão de democracia universitária. Do que adiantaria expulsar uma Suely e ganhar um Rodas.É consenso entre estudantes,professores e funcionários que a luta atual não é somente a expulsão de Suely Vilela da reitoria e da PM do campus,mas a garantia que tais tipos de atores nunca mais pisem no palco da universidade.

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